“Para mim, a ciência nunca se tratou de ter a resposta certa. É sobre fazer as perguntas certas e ter a ousadia de ir atrás delas, mesmo quando o caminho à frente é incerto.”
O Início: A Curiosidade
Se eu tivesse que resumir a minha história numa única palavra, seria curiosidade. Enquanto crescia na Malásia, eu era o tipo de aluno que encontrava conforto nos porquês intermináveis que não podiam ser totalmente respondidos. Eu esforçava-me muito, sim, mas o esforço nunca esteve separado do deslumbramento. Quando chegou a altura de fazer o meu Sijil Pelajaran Malaysia (SPM), a curiosidade levou-me a obter 9 A+ e 1 A. Esse ímpeto continuou nos meus A-Levels, onde obtive 4 A* em Physics, Chemistry, Mathematics e Further Mathematics, juntamente com uma pontuação de 8.0 no IELTS e 1540 no SAT. No entanto, estas notas, embora fossem âncoras, nunca foram o destino final. Elas eram a prova de que a disciplina podia coexistir com a paixão, e que a aprendizagem era uma busca para toda a vida, não uma linha de chegada.

Construindo uma Comunidade: AMISO e o Youth STEM Experiment Camp
Para muitos, as Olimpíadas são um teste pessoal de resistência. Para mim, elas se tornaram uma plataforma de colaboração. Competir abriu meus olhos, mas coordenar a Malaysian Alumni of the International Science Olympiads (AMISO) mudou completamente a forma como eu pensava sobre ciência. Organizar eventos não era apenas sobre logística; era sobre formar uma comunidade que pudesse pensar criticamente e sonhar alto.
Um dos projetos de que mais me orgulho é o Youth STEM Experiment Camp. Nós criamos sessões práticas que deram aos alunos mais novos um vislumbre de como os cientistas pensam: não apenas absorver conhecimento, mas testá-lo, questioná-lo e, às vezes, até quebrá-lo. A ciência, eu aprendi, não é uma escalada solitária de uma montanha; é uma expedição coletiva, onde a percepção de cada pessoa pode iluminar o caminho para os outros.
Pesquisa: Onde a Teoria Encontra o Impacto
A curiosidade, no entanto, exige prática. Minhas experiências de pesquisa na Universiti Teknologi MARA, na Multimedia University e na Sarawak Energy me deram uma base que as salas de aula, por si sós, não poderiam oferecer. Em cada uma dessas instituições, me vi na delicada interseção entre a teoria e a aplicação.
Na Universiti Teknologi MARA, mergulhei no estudo de polímeros, onde o laboratório se tornou um campo de treinamento para disciplina e paciência. Na Multimedia University, mudei o foco para a síntese de nanodiamantes com lasers de femtossegundo. E na Sarawak Energy, meu trabalho com otimização de energia hidrelétrica e sustentabilidade energética me lembrou que energia não é apenas sobre eficiência, mas também sobre sustentabilidade, acessibilidade e ética. Em conjunto, essas experiências moldaram minha convicção de que a pesquisa não é uma atividade isolada numa torre de marfim, mas sim uma responsabilidade. A questão não é “Podemos?”, mas sim “Deveríamos? E de que forma responsável?”.
A minha escolha pela Shell: uma bolsa de estudos para além do financeiro
Também recebi ofertas de bolsas de estudo da Petronas, JPA e Sarawak Energy. Cada uma delas representava oportunidades extraordinárias, mas foi com a Shell que mais me identifiquei. A empresa posicionava-se na encruzilhada entre ciência, sociedade e sustentabilidade. A oferta em si era generosa: a bolsa de
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