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4 de abril de 2026

Construindo Pontes Através das Palavras: Conectando-se Além das Fronteiras com Linguagem e Relações Internacionais

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Muaz de Malaysia 🇲🇾

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Logo of Utsunomiya University

  1. Do MRSM ao JPA: Uma Base de Oportunidades
  2. Teikyo University: A Ponte Antes do Japão
  3. JLPT & EJU: Provas Antes do Triunfo
  4. Abraçando o Rio da Tradição: Minha Jornada ao Japão
  5. Tecendo Conexões Além das Fronteiras
  6. Competições e Think Tanks: Aprendendo Além das Fronteiras
  7. YOSH: Liderança Através do Serviço
  8. Vida no Japão: Lições de Adaptação
  9. Cultivando Impacto para um Mundo Conectado
  10. Reflexões para Aqueles que Seguem

"Você nunca conseguirá contribuir para toda a sociedade. Por isso, o melhor entre vocês é aquele que traz benefícios aos outros."

Essas palavras são as que frequentemente revisito quando penso na minha jornada. Meu nome é Muaz Fariz, estudante do segundo ano de Estudos Internacionais na Utsunomiya University, no Japão, com especialização em Direito Internacional. Aos dezenove anos, deixei a Malásia com a bolsa JPA em mãos e um senso de responsabilidade no coração. O que começou como uma busca por educação se tornou uma jornada de conexão com os outros: por meio das relações internacionais, do serviço e, talvez de forma mais poderosa, através da linguagem.

Do MRSM ao JPA: Uma Base de Oportunidades

Minha história acadêmica começou no MRSM, onde a disciplina, a resiliência e a comunidade moldaram a forma como eu via o mundo. Foi lá também que nutri a ambição de almejar mais alto, de contribuir para algo maior do que eu mesmo. Após conquistar 9A's no SPM (Sijil Pelajaran Malaysia), consegui garantir a bolsa JPA. Era uma porta para possibilidades, um sinal de que eu poderia adentrar o mundo além da Malásia carregando minhas raízes comigo.

Teikyo University: A Ponte Antes do Japão

Antes de pisar no Japão, tive a oportunidade de vivenciar o Programa Pré-Japão na Teikyo Japanese Language School, na Malásia. Foi minha primeira imersão no modo japonês de aprender e viver, e dizer que foi desafiador seria um eufemismo. O programa exigia disciplina e foco, mas também me mostrou a beleza do intercâmbio cultural.

JLPT & EJU: Provas Antes do Triunfo

A linguagem foi, e ainda é, meu maior desafio. Antes de me matricular na Utsunomiya University, precisei me provar através do JLPT (Japanese Language Proficiency Test) e do EJU (Examination for Japanese University Admission for International Students). Esses não eram apenas exames, mas testes de perseverança.

Lembro de ficar sentado em salas de aula por horas, cercado de livros didáticos repletos de kanji e regras gramaticais que pareciam intermináveis. Cada dia parecia uma batalha contra os caracteres na página e o relógio na parede. Algumas noites, eu acordava frustrado, questionando se tinha capacidade de acompanhar uma língua tão estranha para mim. O imenso volume de vocabulário, as nuances sutis das estruturas de frases e a complexidade da compreensão de leitura frequentemente pareciam avassaladores. No entanto, gradualmente, pequenas vitórias começaram a surgir: entender uma conversa em sala de aula ou responder corretamente a uma questão prática difícil. Passar nesses testes não era simplesmente uma conquista acadêmica — era provar a mim mesmo que eu conseguia me adaptar, sobreviver e, eventualmente, prosperar em um ambiente completamente diferente de casa. A luta forjou resiliência, paciência e um profundo respeito pelo próprio processo de aprendizagem.

Abraçando o Rio da Tradição: Minha Jornada ao Japão

As pessoas frequentemente me perguntam: Por que o Japão?

Nunca imaginei que minha jornada acadêmica me levaria ao Japão. No início, era simplesmente uma oportunidade: uma bolsa que abria portas, e eu me importava pouco com o destino. Mas o Japão se revelou muito mais do que apenas um país; tornou-se um espaço que me desafiou, me moldou e exigiu que eu crescesse. Sua língua, costumes e cultura eram desconhecidos, intrincados e, por vezes, avassaladores. Cada dia parecia navegar por um rio de tradição, onde cada interação carregava um significado além das palavras. No entanto, foi precisamente por meio desses desafios que descobri resiliência, adaptabilidade e a beleza sutil de me imergir totalmente em um mundo tão diferente do meu.

Tecendo Conexões Além das Fronteiras

Minha escolha pelos Estudos Internacionais, com foco em Direito Internacional, veio do desejo de compreender os arcabouços que governam nosso mundo interconectado. O direito não é apenas sobre regras no papel: é sobre pessoas, direitos e responsabilidades. Ao estudar EI, esperava me posicionar de forma a ajudar a unir divisões, negociar diferenças e criar contribuições significativas para comunidades, sejam locais ou globais. Durante meu tempo no Japão, e especialmente ao participar de competições internacionais e interagir com colegas de todo o mundo, vi em primeira mão o quanto nossas sociedades são verdadeiramente interconectadas.

Competições e Think Tanks: Aprendendo Além das Fronteiras

Um dos pontos altos da minha jornada foi participar de competições internacionais e think tanks. Em 2023, representei minha universidade em uma competição de Direito Internacional Humanitário na Turquia. Estar naquele palco como estudante malaio me lembrou o quanto eu havia avançado, mas também o quanto mais havia para aprender.

Além das competições, participar de think tanks me expôs a ideias maiores do que eu mesmo. Não se tratava apenas de vencer debates ou elaborar políticas: era sobre aprender como diferentes nações e culturas abordam os problemas, e como a colaboração pode moldar soluções.

YOSH: Liderança Através do Serviço

Minha jornada com o YOSH (Youth of Strength and Happiness) foi profundamente transformadora. O que começou como uma simples oportunidade de voluntariado durante meu programa pré-Japão na Malásia cresceu e se tornou uma experiência de liderança significativa que moldou minha forma de encarar responsabilidade, trabalho em equipe e impacto. Inicialmente, participei como voluntário, auxiliando em programas de intercâmbio cultural e traduções básicas. Mas gradualmente, por meio de envolvimento consistente e dedicação, fui encarregado de gerenciar uma filial: supervisionando operações, coordenando campanhas de crowdfunding e garantindo o sucesso de programas sociais.

Seja coordenando colaborações com universidades, empresas ou associações juvenis, percebi que meu papel era empoderar os outros, guiá-los e cultivar o crescimento coletivo. Mais importante ainda, o YOSH reforçou um princípio que ressoa profundamente comigo: a verdadeira liderança está no serviço. Ao criar oportunidades para que os outros prosperassem, eu não estava apenas contribuindo para a comunidade, mas também crescendo junto com ela.

Vida no Japão: Lições de Adaptação

Viver no Japão foi tão desafiador quanto esclarecedor. A sociedade japonesa é intrincada, não apenas na língua, mas na cultura, na etiqueta social e nos relacionamentos interpessoais. Logo percebi que dominar o idioma sozinho não garantia a compreensão da cultura. Mesmo quando eu conseguia ler kanji e falar japonês em um nível funcional, conectar-me verdadeiramente com as pessoas exigia paciência, observação e sensibilidade para as deixas sociais não verbalizadas.

Fazer amigos foi talvez a maior lição em humildade e perseverança. Diferente da Malásia, onde a amizade flui facilmente e as conexões se formam rapidamente, as normas sociais japonesas valorizam o respeito e a distância. Muitos colegas de classe continuaram sendo exatamente isso, colegas de classe, enquanto as amizades eram cultivadas lentamente, nutridas ao longo do tempo por meio de experiências compartilhadas e confiança. No entanto, essa experiência também revelou a beleza da curiosidade e da abertura humana. Alguns amigos japoneses buscaram aprender sobre a cultura, a língua e as tradições malaias, permitindo-me unir mundos e criar trocas significativas.

A saudade de casa era rara; a independência havia sido parte da minha vida desde os treze anos. Em vez disso, concentrei-me em aprender, conectar-me e contribuir em cada espaço que ocupava. A vida no Japão não foi apenas uma jornada acadêmica; foi uma educação profunda em conexão humana, paciência e nas formas sutis como nos relacionamos uns com os outros.

Cultivando Impacto para um Mundo Conectado

Olhando para o futuro, meu objetivo é claro: retribuir os benefícios que recebi contribuindo para a sociedade. Vejo-me trabalhando na interseção do direito e do serviço internacional, talvez com organizações como a JICA (Japan International Cooperation Agency), a UN (Nações Unidas), ou nas próprias instituições de política externa da Malásia. Mas além de títulos ou instituições, o que importa para mim é a capacidade de impactar vidas, seja elaborando arcabouços jurídicos, apoiando iniciativas humanitárias ou simplesmente orientando aqueles que vêm depois de mim.

Reflexões para Aqueles que Seguem

Se eu pudesse dar um conselho a quem aspira seguir um caminho semelhante, seria este: não tenha medo do desconforto. O crescimento vem dos momentos em que você se sente mais despreparado. Seja aprendendo uma língua estrangeira, vivendo em uma nova cultura ou competindo em um palco internacional, o desconforto é o início da transformação.

Vim aqui como um jovem de dezenove anos armado com nada além de ambição e uma bolsa de estudos. Hoje, caminho entre mundos, não perfeitamente, mas sinceramente aprendendo, servindo e crescendo. E se há uma lição que carrego adiante, é esta: a linguagem é mais do que palavras, o direito é mais do que regras, e a educação é mais do que certificados. Em sua essência, todos são pontes, formas de se conectar com os outros e, através disso, descobrir quem somos destinados a ser.

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Muaz
de Malaysia 🇲🇾

Duração dos Estudos

abr 2024 — abr 2019

Bachelor

Bachelor of Arts - BA, International Studies

Utsunomiya University

Utsunomiya University

Utsunomiya, Japan🇯🇵

✍️ Entrevista por

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Sabari de Malaysia 🇲🇾

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