Dana Morales é uma estudante peruana apaixonada por criar mudanças significativas em sua comunidade por meio da liderança e do impacto social. Atualmente, ela é Coordenadora Geral da Ekamente Neurociencia, uma organização jovem focada em promover a neurociência e o engajamento comunitário entre os jovens.
Ela também é ex-aluna da Latin American Leadership Academy (LALA), um programa que reúne jovens líderes de toda a região para desenvolver habilidades de liderança e inovação social. Além disso, participou do UNESCO Center for Peace Summer Camp 2025, foi selecionada como Camper da Beca Cometa e também foi mentorada pela Enseña Perú, uma organização de liderança e equidade educacional que trabalha para ampliar as oportunidades de estudantes em todo o país.
Por que a University of Notre Dame?
Comecei a considerar a University of Notre Dame depois de conhecer uma de suas consultoras de admissão em um evento organizado pelo Beca Cometa Camp. O que começou como uma conversa simples sobre a universidade rapidamente se tornou algo muito mais pessoal.
Ela não era apenas uma consultora de admissão; ela também era formada por Notre Dame.
Ela compartilhou sua experiência estudando lá, os programas de intercâmbio dos quais participou e, acima de tudo, o senso de comunidade que construiu no campus. Essa ideia de pertencimento ressoou em mim. Lembro até de termos nos conectado por causa de um musical que eu adorava, só para descobrir que uma das formandas também era de Notre Dame. Eram conexões inesperadas demais para ignorar.
Havia também fatores estratégicos. Notre Dame era test-optional, o que importava para mim porque minha maior pontuação no SAT era 1370. Embora essa nota não fosse competitiva para muitas universidades do Top 20, Notre Dame ainda representava excelência acadêmica e oportunidade.
Apliquei na modalidade Early Action, com a sensação de que não estava apenas candidatando a uma instituição de prestígio — estava me candidatando a uma comunidade com a qual eu já me sentia conectada.

Redações e Personal Statement: Crescendo Fora da Capital
Para muitos estudantes de províncias no Peru, nossas histórias começam em um contexto muito diferente de Lima, a capital. Crescer fora do centro do país frequentemente significa menos oportunidades acadêmicas, acesso limitado à mentoria e desigualdade estrutural.
Isso se tornou o coração do meu personal statement.
Escrevi sobre crescer em uma comunidade cheia de potencial, mas não necessariamente voltada para a transformação. Refleti sobre como, apesar das limitações sistêmicas, busquei oportunidades nacionais e internacionais que ampliaram minha visão de mundo.
Programas nos quais recebi mentoria. Espaços onde desenvolvi liderança. Momentos que desafiaram o que eu acreditava ser possível para mim e para minha cidade.
Cada oportunidade que recebi, tentei multiplicar. Se aprendi algo, compartilhei. Se desenvolvi uma habilidade, ensinei. Meu crescimento nunca esteve separado da minha comunidade.
Fechei meu ensaio conectando essa jornada à minha decisão de me candidatar à Beca Cometa para estudar no exterior. Partir não era escapar — era me preparar. Preparação para voltar com ferramentas para criar mudança.
Mais do que destacar obstáculos, meu ensaio centrou-se em identidade, cultura, resiliência e propósito.
Ensaios Complementares
Um dos prompts complementares de Notre Dame perguntava:
"Qual é o melhor elogio que você já recebeu?"
Em vez de escolher algo acadêmico ou baseado em conquistas, compartilhei algo pessoal: várias vezes na minha vida, mesmo de pessoas com quem havia falado por menos de 30 minutos, me disseram que faço os outros se sentirem seguros e confiantes.
Esse detalhe pode parecer pequeno, mas diz muito. Confiança não aparece em um currículo, mas é essencial para a liderança, a mentoria e a construção de comunidade.
Com meus ensaios complementares, meu objetivo era simples: não repetir o currículo. Revelar minha humanidade. Compartilhar anedotas incomuns que representassem quem eu realmente sou.
As universidades não estão admitindo apenas notas. Estão admitindo pessoas.
Atividades Extracurriculares: Evolução Acima de Acumulação
Fiz parte de um programa de bolsas na minha escola que não me entregava oportunidades diretamente, mas me dava acesso a informações sobre elas. Isso fez toda a diferença.
Comecei a construir meu currículo no 7º ou 8º ano (segundo ano do ensino médio). Meu envolvimento inicial incluía pequenos programas nacionais, como o Model United Nations. Na época, meu principal objetivo não era a candidatura à Faculdade. Era melhorar minhas habilidades de oratória e ganhar confiança.
Esse crescimento me levou a me candidatar a um Summer Camp internacional que oferecia MUN. Lá, conheci o diretor do programa no Peru, que mais tarde apoiou financeiramente minha participação.
O que mais importou não foi apenas a participação — foi a evolução: comecei como delegada e depois me tornei facilitadora.
O mesmo ecossistema apareceu várias vezes no meu currículo, mas sempre em um novo papel. Essa progressão contou uma história de crescimento.
Da mesma forma:
- Na Latin American Leadership Academy (LALA), comecei como Scholar e depois me tornei Coach.
- No programa de bolsas da minha escola, comecei como beneficiária e depois mentorei novos bolsistas.
- Participei de uma organização focada em saúde mental, onde eventualmente assumi um papel de liderança.
Meu conselho: se você incluir uma atividade, demonstre comprometimento. Aprofunde-se. Assuma responsabilidade. As universidades valorizam muito mais o impacto e a evolução do que o volume.
Conectando Extracurriculares ao Meu Curso
Dependendo da universidade, o alinhamento pode ser estratégico. Por exemplo, na University of Pennsylvania, especialmente na Wharton School, seu perfil precisa estar fortemente alinhado com o curso pretendido.
Outras instituições permitem que você se candidate sem definir o curso e declare depois.
Em Notre Dame, essa flexibilidade existe. No entanto, me candidatei diretamente ao curso de Psicologia e Neurociência.
No ensaio de 250 palavras "Por que esse curso?", conectei meus interesses acadêmicos à minha missão: combater o estigma da saúde mental na América Latina.
Essa narrativa foi sustentada por:
- Minha liderança na LALA
- Meu personal statement sobre crescimento comunitário
- Meu voluntariado em saúde mental
- Meus papéis de mentoria
Tudo contava a mesma história por ângulos diferentes. E o mais importante: você não precisa ter fundado uma organização para ser admitida. Eu não fundei, e fui aceita Early Action.

O Momento: "Parabéns. Bem-vinda a Casa."
Notre Dame tradicionalmente divulga as decisões às 18h42 — uma referência simbólica ao seu ano de fundação, 1842. No dia 16 de dezembro, eu estava pronta exatamente naquele horário. E então… nada. Nenhum e-mail.
Minha mãe e eu tentamos nos distrair com um filme, embora eu não conseguisse me concentrar em uma única cena. Minha mente estava em outro lugar completamente. Me disse que abriria o portal às 18h50, só para ter alguma sensação de controle. E bem naquele momento, o e-mail chegou: "Há uma nova atualização no seu portal."
Fazer login pareceu mais difícil do que escrever os ensaios. Eu tinha medo de que o resultado aparecesse no momento em que eu digitasse minha senha, como se eu não tivesse tempo para me preparar emocionalmente. (Para futuras candidatas: na verdade, você precisa clicar na atualização. Ela não aparece automaticamente.)
Cliquei.
Alguns segundos se passaram, embora parecessem infinitos.
Então eu vi:
"Congratulations. Welcome home!"
Minha mãe e eu imediatamente explodimos em lágrimas. Ligamos para todo mundo. Naquele momento, não era apenas uma aceitação. Era a libertação de meses de tensão, de dúvidas sobre mim mesma, de repensar os ensaios repetidamente, de me perguntar se havia comunicado minha história de forma clara o suficiente. Ver aquelas palavras significou que o processo havia valido a pena. O sonho de estudar no exterior não era mais abstrato. Era real.
Preparando-me para o que Vem a Seguir
Estou atualmente solicitando meu visto de estudante F-1, o que exige demonstrar apoio financeiro para o primeiro ano. Isso inclui enviar a carta de auxílio financeiro da universidade e, se necessário, um extrato bancário para cobrir os custos restantes.
Também estou buscando financiamento para participar do evento de estudantes admitidos de Notre Dame em abril, uma experiência de imersão no campus de dois dias. É uma oportunidade de me conectar com futuros colegas, me adaptar com antecedência e, sim, receber a camiseta da turma de 2030.
Academicamente, sinto-me confiante após concluir um programa de pesquisa de dezembro a fevereiro. Ainda assim, planejo fortalecer de forma independente minhas bases em psicologia e neurociência — explorando as dimensões clínica, biológica, forense e científica da área.
Se Você Está Considerando Notre Dame
Se você está pensando em se candidatar à University of Notre Dame, mas sente hesitação por ser uma universidade católica, quero compartilhar algo que aprendi: você não é obrigada a ser religiosa, nem é forçada a práticas que não estejam alinhadas com suas crenças. Há estudantes de várias religiões, e também sem religião alguma, que fazem parte plena da comunidade. O que a universidade verdadeiramente enfatiza é a introspecção: entender por que você está lá e que tipo de pessoa você quer se tornar.
Além disso, acredito que a pergunta mais importante não é sobre prestígio — é sobre compatibilidade. Algumas universidades cultivam a competitividade como principal motivador. Notre Dame, pelo que vivenciei, prioriza o apoio. É rigorosa, sim, mas voltada para a comunidade. Os estudantes se desafiam academicamente enquanto se elevam mutuamente.
Foi aí que encontrei alinhamento.
Minha história — crescendo fora da capital, querendo combater o estigma da saúde mental na América Latina, escolhendo Psicologia e Neurociência como caminho para a mudança — encontrou correspondência em uma universidade que valoriza o propósito e a formação além dos estudos.
Então, se você está considerando se candidatar, não pergunte apenas: "Consigo entrar?"
Pergunte a si mesma: "Eu pertenço a esse lugar?"
Porque quando sua história se alinha com os valores de uma universidade, sua candidatura deixa de ser uma performance e passa a ser um reflexo de quem você realmente é.
Uma Nota para Estudantes Peruanas: Conheça a Beca Cometa
Se você é estudante do ensino médio no Peru e sonha em estudar no exterior, recomendo muito conhecer a Beca Cometa. É um programa de apoio abrangente, criado especificamente para guiar estudantes peruanas pelo processo de candidatura a universidades no exterior.
O programa geralmente abre suas inscrições em maio de cada ano, então estar bem informada é fundamental. Se tiver interesse, acompanhe as atualizações e se prepare. Oportunidades como essa podem verdadeiramente transformar seu caminho!









