Mudar-se para um novo país costuma ser descrito como um salto de fé único na vida. Para mim, navegar por culturas, sistemas educacionais e estruturas sociais completamente novos se tornou um aspecto definidor da minha juventude adulta. Tenho 20 anos, sou originalmente da Índia, e meu caminho tem sido uma jornada que atravessa fronteiras e abrange três países. Esse impulso me trouxe para os Estados Unidos. Hoje, moro em Queens e estudo Administração de Empresas no Baruch College, que faz parte do sistema CUNY.
Por que Nova York?
Sempre soube o que queria fazer. Áreas como gestão, vendas, operações e acompanhar o crescimento de empresas me fascinam. Estudar Administração de Empresas foi a escolha óbvia, porque se conecta diretamente com minha experiência profissional passada e meus planos de carreira para o futuro. Mas escolher o que estudar é só metade da batalha. Escolher onde fazer isso é o que muda sua vida.
Escolhi os Estados Unidos porque Nova York é diversa, ferozmente competitiva e repleta de todos os setores imagináveis. O Baruch College me dá um lugar na primeira fila para conhecer pessoas novas, ideias novas, ótimos estágios e caminhos de carreira, tudo isso enquanto me mantém ancorado dentro da CUNY.
Mesmo assim, deixar o Canadá não foi fácil. Nos dias antes da minha mudança, minha cabeça não parava de girar. Era uma mistura caótica de empolgação intensa e energia nervosa. Eu ficava me perguntando se estava realmente pronto para viver sozinho, me adaptar a um sistema totalmente novo e deixar para trás meus amigos e minhas rotinas. Mas, no fundo, me sentia incrivelmente motivado. Eu sabia que essa mudança específica me ajudaria a construir o futuro que eu queria.
Aqueles dias foram uma mistura de empolgação e nervosismo. Eu ficava me perguntando se estava pronto, mas sabia que essa mudança era minha chance de construir um futuro melhor.
![]()
Salas de aula e a correria diária
No momento em que desembarquei, a realidade bateu. A vida nos Estados Unidos é muito mais acelerada e independente do que eu esperava. De repente, tudo dependia de mim. Isso pode ser exaustivo, mas há uma grande vantagem: se você é proativo e está disposto a aprender, as oportunidades aqui estão em todo lugar.
Minha rotina diária é o que me mantém são. Um dia típico envolve o deslocamento até o Baruch, ir às aulas, responder e-mails, terminar trabalhos e equilibrar o trabalho com a vida pessoal. Fico organizado registrando prazos em um calendário e planejando com antecedência. Alguns dias são completamente lotados, mas ter uma rotina fixa me mantém centrado.
A própria sala de aula foi um choque cultural enorme. A cultura acadêmica americana é incrivelmente interativa, especialmente no Baruch. Os professores esperam que você se manifeste, faça perguntas, participe de debates e lidere apresentações. No começo, fazer isso era completamente desconfortável. Isso me obrigou a encontrar minha voz e, com o tempo, me tornou uma pessoa muito mais confiante.
A parte difícil: moradia, orçamento e saudade de casa
Viver em Nova York não é só ir às aulas. Encontrar um lugar para morar foi uma dor de cabeça enorme. Foi preciso pesquisar sem parar, ter muita paciência e pedir conselhos a todo mundo. Eu precisava de um lugar seguro, acessível e perto da faculdade, do trabalho ou do metrô. O processo foi extremamente estressante, porque a moradia em Nova York é notoriamente cara. Mas isso me obrigou a amadurecer rápido. Aprendi a analisar contratos de aluguel com cuidado, acompanhar documentos legais e respeitar um orçamento. Fazer orçamento como estudante internacional exige pura disciplina. Administro meu dinheiro separando rigorosamente minhas "necessidades" dos meus "desejos". Aluguel, comida, passagens de metrô, contas de telefone e custos da faculdade vêm primeiro. Para conseguir equilibrar tudo, registro meus gastos, cozinho minhas próprias refeições, uso descontos estudantis e evito completamente compras por impulso. Também mantenho uma pequena reserva de emergência guardada.
Depois há o lado emocional. A saudade de casa é real e machuca de verdade. Sinto falta da minha família, da nossa comida, das nossas rotinas e do simples conforto de estar perto de pessoas que realmente me conhecem. Para lidar com isso, mantenho contato próximo com minha casa, me mantenho ocupado com trabalho e estudos, e cozinho pratos familiares sempre que posso. E o mais importante: lembro a mim mesmo por que comecei essa jornada.
Você não consegue fazer isso sozinho. Precisei construir uma rede de apoio do zero. Procurei colegas de turma, professores, colegas de trabalho e pessoas que conheci em Queens. Isso não aconteceu da noite para o dia. Você precisa estar aberto, fazer perguntas e se colocar por aí. Ter mesmo uma pequena comunidade faz uma diferença enorme.
Trabalho, equilíbrio e o que vem a seguir
Equilibrar a vida é um malabarismo. Além dos estudos, trabalhei meio período em funções de vendas, varejo e gestão. Esses empregos me ajudaram a melhorar minhas habilidades de comunicação, liderança e gestão do tempo. Trabalhar enquanto estuda é difícil, mas ensina disciplina e independência de verdade. Meu segredo para me manter à tona é simples: planejar a semana, mapear os prazos e fazer as tarefas mais importantes primeiro. Equilíbrio não significa que todo dia é perfeito. Significa apenas manter a consistência e não deixar que um problema tome conta de tudo. Quando as coisas ficam sobrecarregadas, eu paro e foco em uma tarefa de cada vez.
Depois da formatura, meu plano é ficar nos Estados Unidos. Quero construir minha carreira e ganhar experiência real no mundo dos negócios, gestão ou empreendedorismo. Mas, enquanto construo um futuro aqui, vou sempre continuar conectado às minhas raízes e à minha família. Estou apenas dando um passo de cada vez.
Meus conselhos para a jornada
- Olhe além da sala de aula: estudar no exterior envolve burocracia, gestão de dinheiro, saudade de casa e resolver seus próprios problemas. Esteja mentalmente preparado para isso.
- Faça sua lição de casa: pesquise o custo de vida, as regras de visto, a moradia e o transporte antes de chegar. Venha com a mente aberta.
- Evite grandes erros: não subestime os gastos, não ignore os e-mails da universidade, vá à orientação e não se isole.
- Guarde seus documentos: mantenha cópias digitais e impressas do seu passaporte, visto, histórico escolar, documentos financeiros e informações de moradia. Converse com o escritório de estudantes internacionais antes de fazer mudanças importantes.
Uma última observação
Para quem está prestes a começar essa jornada: ela vai mudar sua vida, mas não vai ser fácil. Vai haver dias solitários e momentos estressantes em que você vai questionar tudo. Seja paciente consigo mesmo, mantenha a humildade e continue aprendendo. Lembre-se por que você começou. Consistência importa muito mais do que ser perfeito.


