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26 de março de 2026

Onde as Culturas Se Encontram: Descobrindo o Mundo Através do Take Action Lab

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Yanhira de Peru 🇵🇪

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  1. Como Descobri o Tilting Futures
  2. Processo de Inscrição
  3. A Entrevista
  4. Preparação Prévia
  5. Navegando pelo Processo de Visto
  6. Chegando na África do Sul
  7. A Primeira Semana: Adaptando e Preparando
  8. Ensinando Letramento Digital no SHAWCO
  9. A Vida Além do Estágio
  10. Como a Experiência Mudou Minha Perspectiva
  11. Série Cultural
  12. Conselhos para Futuros Candidatos

Yanhira é uma estudante peruana comprometida em ampliar o acesso à educação e oportunidades de engajamento global para jovens. Ela foi selecionada para o prestigioso programa Beca Cometa Camp e conquistou admissão em programas competitivos da Universidade Harvard, incluindo Harvard Alpha Scholars e o Harvard Pre-College Summer Program.

Além de suas conquistas acadêmicas, Yanhira é cofundadora da CREA, uma iniciativa liderada por estudantes que oferece tutoria 100% gratuita para alunos do ensino fundamental e médio em todo o Peru. Por meio da CREA, ela ajuda a criar espaços de aprendizagem acessíveis e motivadores, onde os estudantes podem receber suporte acadêmico de qualidade independentemente de sua origem.

Como Descobri o Tilting Futures

Antes de me inscrever, eu nunca tinha ouvido falar do Tilting Futures, a organização por trás do Take Action Lab. Eu tinha acabado de terminar o ensino médio e decidi tirar um ano sabático. Para mim, esse ano não era simplesmente uma pausa; era um período de descoberta pessoal e uma chance de explorar oportunidades que eu não tinha conseguido buscar antes.

Enquanto rolava o feed das redes sociais um dia, me deparei com o chamado para inscrições. Decidi olhar mais de perto o que o programa oferecia. Enquanto lia os detalhes, percebi que o terceiro e último prazo era apenas dois dias depois.

Com tão pouco tempo, não me senti muito confiante no começo. Mesmo assim, sabia que me arrependeria de não tentar. Então, mesmo parecendo uma decisão de última hora e incerta, escolhi me inscrever. Me lembrei de que era melhor aproveitar a chance do que ficar me perguntando o que poderia ter acontecido.

Algumas semanas depois, recebi um e-mail dizendo que tinha avançado para a próxima fase. A partir daí, fui passando por cada etapa do processo até ser finalmente aceita no programa.

Processo de Inscrição

O processo de inscrição é dividido em duas fases principais. A primeira fase se concentra em entender quem você é — sua formação acadêmica, conquistas, atividades extracurriculares e reflexões pessoais por meio de redações.

Além de enviar informações pessoais e acadêmicas, os candidatos também precisam demonstrar seu nível de inglês. Uma pontuação em exame oficial não é exigida; em vez disso, o programa disponibiliza um teste online curto e gratuito que fornece um nível aproximado. Essa foi a opção que completei.

Há também espaço para destacar o envolvimento em atividades extracurriculares. Incluí o trabalho voluntário do qual havia participado, pois ele refletia tanto meus interesses quanto minhas experiências anteriores.

A seção de redações, no entanto, é a parte mais substancial dessa fase. Pode parecer exigente, mas também convida você a refletir sobre suas motivações e valores. Embora alguns temas mudem ligeiramente a cada ano — algo que percebi ao comparar minha experiência com a de candidatos mais recentes —, o propósito geral permanece o mesmo: avaliar se o seu perfil está alinhado com o que o Take Action Lab procura.

Depois de enviar tudo, há um período de espera de algumas semanas antes de receber a próxima atualização. Se você avançar para a segunda fase, será solicitado informações adicionais, como situação vacinal em caso de aceite, necessidade de auxílio financeiro e uma breve avaliação. Eles também pedem detalhes sobre visto e passaporte, se você já os tem ou como planeja obtê-los dentro de um prazo específico.

A Entrevista

Há também uma entrevista. Minha turma foi a primeira obrigada a completar essa etapa, pois ela foi introduzida no ano passado.

A entrevista incluiu perguntas focadas em saber se o seu perfil realmente se encaixa no que o Take Action Lab procura e se você estava disposta e preparada para participar. Me fizeram perguntas como:

  • Quais são duas coisas que você acredita que vai levar do programa?
  • Como você interagiria com colegas de diferentes partes do mundo?
  • Como você imagina construir conexão e comunicação com eles?

Também perguntaram como eu planejava me preparar nos meses que antecediam o programa, como me organizaria e como eu imaginava minha experiência lá. Depois que todas as etapas são concluídas, você recebe a decisão final de admissão.

Preparação Prévia

Um dos aspectos que mais apreciei no Take Action Lab é que a experiência começa bem antes da viagem. Após a aceitação, os participantes iniciam um programa preparatório desenvolvido para facilitar a transição e construir o contexto para o que está por vir.

Por meio de reuniões virtuais semanais, começamos a conhecer os membros da nossa turma enquanto também aprendíamos sobre a África do Sul — sua história, seu contexto social e as comunidades das quais logo faríamos parte. Essas conversas me ajudaram a me sentir conectada mesmo antes de chegar.

Além das sessões ao vivo, tivemos acesso a materiais e recursos adicionais para revisar de forma independente. Isso me deu uma compreensão mais clara de para onde eu estava indo e no que estaria me inserindo.

Navegando pelo Processo de Visto

Como estudante internacional, recebi informações claras sobre quais documentos precisaria, os prazos a ter em mente e como abordar o processo passo a passo.

Ao mesmo tempo, entrei em contato com amigos que tinham participado anteriormente do Take Action Lab na África do Sul. Conversar com eles me ajudou a esclarecer dúvidas e ouvir em primeira mão como tinha sido a experiência. As perspectivas deles me permitiram me preparar mentalmente e pensar em como queria conduzir minha própria jornada.

Como ainda era menor de idade na época, a preparação também significou ter conversas abertas com meus pais. Eles não estavam muito familiarizados com programas como esse, então revisamos o site juntos e discutimos a estrutura e o suporte oferecidos. À medida que compartilhava o que tinha aprendido, a confiança deles foi crescendo gradualmente.

Antes de partir, pesquisei a área onde moraria, as pessoas com quem interagiria e até criei uma pequena lista de tarefas para meus três meses na África do Sul. Tomar essas medidas me ajudou a me sentir mais segura e pronta para a transição que estava por vir.

Chegando na África do Sul

Tive algumas pequenas complicações antes de viajar, o que fez com que eu chegasse alguns dias depois do restante da minha turma. Nada sério havia acontecido, mas chegar tarde significava que todos já tinham começado a se conhecer.

Sempre fui um pouco nervosa ao entrar em ambientes novos. Normalmente levo alguns dias para me sentir totalmente à vontade, então um dos meus maiores medos era se conseguiria fazer amizades rapidamente — especialmente sabendo que tinha 17 anos e alguns participantes tinham até 21.

Mas desde o momento em que cheguei, esse medo foi desaparecendo aos poucos. A equipe do Take Action Lab me recebeu no aeroporto e me levou para a casa onde ficaria. Mesmo chegando mais tarde no dia, meus companheiros de casa me esperavam. Eles me ajudaram com a bagagem, me mostraram tudo e fizeram espaço para mim imediatamente. Esse acolhimento tornou a transição muito mais fácil do que eu esperava.

A Primeira Semana: Adaptando e Preparando

A primeira semana foi dedicada à adaptação. Todas as manhãs, nos reuníamos com a equipe até por volta das 14h para discutir diferentes temas e nos preparar para os estágios. Essas sessões nos ajudaram a entender nossos papéis e expectativas, mas também nos deram tempo para nos ajustar — para descobrir coisas práticas como refeições, transporte e rotinas diárias antes de começarmos oficialmente nos locais de estágio.

Ter esse espaço para me instalar fez diferença. Me permitiu sentir mais estabilidade antes de entrar em um ambiente de trabalho completamente novo.

Ensinando Letramento Digital no SHAWCO

Após essa primeira semana, comecei meu estágio no SHAWCO, onde fui alocada no departamento de educação. O SHAWCO oferece recursos educacionais gratuitos para estudantes e também disponibiliza serviços de apoio médico e jurídico. Ensinei Letramento Digital, o que foi especialmente significativo para mim porque era minha primeira vez sendo professora.

Quando preenchemos um formulário descrevendo nossos interesses e habilidades antes de sermos associadas a uma organização, mencionei que queria trabalhar diretamente com crianças e explorar o ensino de forma prática. Ser alocada nessa função pareceu alinhada tanto com meu interesse em tecnologia quanto com meu desejo de contribuir em um ambiente prático.

Meus dias rapidamente desenvolveram um ritmo. Acordava às 7h, me arrumava, tomava café da manhã e ia para o estágio. Geralmente dividia um Uber com outro participante, enquanto outros pegavam transporte público ou caminhavam se moravam mais perto dos locais de estágio.

Pela manhã, trabalhava com os grupos mais jovens, introduzindo-os a habilidades digitais básicas. À tarde, alunos mais velhos chegavam depois da escola para suporte acadêmico adicional. Meu dia geralmente terminava por volta das 15h ou 16h, e nesse momento me sentia ao mesmo tempo cansada e realizada.

A Vida Além do Estágio

Depois de voltar para casa, nosso tempo era mais flexível. Algumas tardes eram tranquilas — assistindo filmes, conversando ou simplesmente descansando. Em outros dias, nos reuníamos nas casas uns dos outros e passávamos tempo juntos. Eu morava com outros participantes latino-americanos, mas também formei amizades com pessoas de diferentes partes do mundo, o que tornou a experiência ainda mais rica.

Nos fins de semana, explorávamos Cidade do Cabo. Uma das coisas que mais apreciei foi que o Take Action Lab organizava saídas em grupo toda sexta ou sábado. Fosse boliche, visitar fazendas de animais, fazer trilhas ou explorar novos lugares, esses momentos nos davam a chance de nos reconectar como grupo completo pelo menos uma vez por semana.

Como a Experiência Mudou Minha Perspectiva

Um dos valores constantemente enfatizados ao longo do programa era ser open-minded (de mente aberta). Viver e aprender ao lado de pessoas de diferentes países e culturas mudou a forma como vejo o mundo.

Havia tantas maneiras pelas quais interagíamos e aprendíamos uns com os outros. Em determinados dias, quando havia uma celebração acontecendo no país de origem de alguém, essa pessoa trazia essa tradição para nós em Cidade do Cabo. Tive a oportunidade de participar de diferentes celebrações culturais, adaptadas ao lugar onde estávamos, mas ainda assim significativas para elas.

A comida se tornou uma das formas mais bonitas de nos conectarmos. Compartilhávamos pratos tradicionais, explicávamos a história por trás deles e notávamos como certas receitas de partes completamente diferentes do mundo podiam parecer surpreendentemente parecidas. Lembro de preparar pratos peruanos e ouvir meus amigos dizerem que algo tinha sabor de uma refeição do próprio país deles. Era fascinante ver essas semelhanças e diferenças ao mesmo tempo — como elas se complementavam em vez de nos dividirem.

Série Cultural

Por conta do período do programa, também pude celebrar o Día de la Canción Criolla na África do Sul. Preparei comida peruana, coloquei música e compartilhei parte da minha cultura com eles. Da mesma forma, meus amigos compartilharam suas tradições comigo. Por meio dessas trocas, não apenas aprendi sobre suas raízes, mas também comecei a entender como identidade, cultura e até religião moldam a forma como cada pessoa vê o mundo.

O programa também incluía um espaço semanal chamado Série Cultural. A cada semana, alguém apresentava um aspecto de sua cultura — às vezes por meio de comida, às vezes por meio de uma apresentação, música ou dança. Tornou-se um espaço onde as diferenças não eram apenas reconhecidas, mas celebradas.

Estar rodeada de perspectivas diversas também significava encontrar diferentes crenças e opiniões. Às vezes, não necessariamente compartilhávamos os mesmos pontos de vista, seja cultural ou religiosamente. No entanto, o programa reforçava constantemente a importância de ouvir, respeitar e aprender uns com os outros. Percebi que ser de mente aberta não significa mudar quem você é; significa estar disposta a entender os outros sem julgamento.

Por meio dessas conversas e momentos compartilhados, minha compreensão do mundo se expandiu. Comecei a vê-lo não como países separados e diferenças, mas como histórias, experiências e tradições interconectadas que se enriquecem mutuamente.

Conselhos para Futuros Candidatos

Se pudesse dar um conselho, seria: candidate-se sem medo.

O Take Action Lab é uma experiência que realmente molda você. Durante meu tempo lá, aprendi a ser mais independente, a cuidar de mim mesma, a cuidar dos outros e a me inserir em situações que talvez não tivesse ousado antes. O crescimento muitas vezes acontece quando você se permite entrar em espaços desconhecidos, e esse programa cria as condições para esse crescimento.

Mesmo que você ache que pode não ser aceita, candidate-se mesmo assim. Muitos participantes, incluindo amigos que conheci, enviaram suas inscrições sem estar totalmente confiantes — e foram aceitos. Não há barreira em simplesmente tentar. Você não perde nada se candidatando, mas pode ganhar uma experiência que te transforma.

Embora eu tenha participado do programa na África do Sul, há também um programa na Malásia. Conversei com amigos que completaram a experiência lá, e algo que todos compartilhamos consistentemente é que o Take Action Lab se torna único para cada pessoa. Não apenas por causa do estágio em que você é alocada, mas pelo que você descobre sobre si mesma ao longo da jornada.

Também tivemos a oportunidade de conversar com David, que compartilhou como surgiu a ideia do programa. Por meio de suas próprias experiências realizando estágios em diferentes países, ele percebeu o quão transformador pode ser sair do seu ambiente, conectar-se com pessoas de todo o mundo e desenvolver habilidades tanto profissionais quanto pessoais. Ele queria criar essa mesma oportunidade para os estudantes.

E é exatamente por isso que eu encorajaria qualquer pessoa interessada a se candidatar sem hesitar. Permita-se entrar em algo novo, descobrir diferentes culturas e crescer de maneiras que você talvez ainda não consiga imaginar. Torne a experiência sua, e deixe que ela te molde da forma como é para ser.

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Yanhira
de Peru 🇵🇪

Duração

out 2025 — dez 2025

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Oakland, US🇺🇸

✍️ Entrevista por

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Valery de Peru 🇵🇪

Gap Year Student

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